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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Lei que proíbe material didático sobre a diversidade sexual nas escolas municipais vira polêmica em Nova Iguaçu

Lígia Modena

Daniel e Rogério defendem: “As escolas precisam tratar a homossexualidade sem preconceitos” Foto: Cléber Júnior / Extra

Daniel Vieira era criança quando começou a sentir na pele o preconceito por ser homossexual. Muitas vezes foi deixado de lado pelos amigos da escola e sofria retaliação até quando ia ao banheiro. Hoje, aos 28 anos, o professor de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é mais um que luta pelo fim da homofobia e, agora, pela anulação da lei do vereador Denilson Ambrosio (PROS) que proíbe, nas escolas, distribuição, exposição e divulgação de material sobre diversidade sexual, sancionada nesta quarta-feira pelo prefeito Nelson Bornier, conforme noticiou, ontem, com exclusividade, a coluna da jornalista do EXTRA Berenice Seara.
— A homofobia é algo muito forte nas escolas e precisa ser discutido. Proibir essa discussão é reforçar o preconceito — diz Daniel, que participou, ontem, de uma manifestação na porta da prefeitura.
Com a repercussão negativa da medida, o prefeito vetou, nesta quinta-feira, o parágrafo único que proibia qualquer material que contivesse “orientações sobre a prática da homoafetividade, de combate à homofobia, de direitos de homossexuais, da desconstrução da heteronormatividade ou qualquer assunto correlato”.
— Mas ainda assim estão proibidos materiais didáticos sobre a diversidade sexual. Isso é um absurdo — desabafa Rogério Carmo, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação: — Eu precisei mudar de escola na infância por causa do preconceito por ser gay. A homossexualidade precisa ser tratada dentro de sala de aula, sim.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores em 2015.
— As escolas recebem crianças entre 5 e 12 anos. Meu único objetivo com a lei é preservá-las, pois acho precoce tratar diversidade sexual com elas. Falar abertamente sobre homossexualidade pode influenciar — afirma Ambrósio.


Professores se reuniram na porta da prefeitura em repúdio a lei
Professores se reuniram na porta da prefeitura em repúdio a lei Foto: Cléber Júnior / Extra

Cinco homicídios desde 2011

De acordo com dados do Centro de Cidadania LGBT da Baixada Fluminense — onde é possível consultar assistentes sociais, psicólogos e advogados —, em 2014, foram realizados 970 atendimentos, sendo 20% referentes à casos de violência homofóbica. Desses, 10% foram oriundos de Nova Iguaçu. Além disso, desde 2011, quando foi inaugurado o Centro na Baixada, o programa do governo do estado Rio Sem Homofobia já acompanhou cinco casos de homicídios motivados por homofobia na cidade hoje comandada por Nelson Bornier.
— As pessoas não tem noção de como os números são grandes. Não discutir o assunto só faz a coisa piorar — afirma o coordenador do Centro, Ernane Alexandre.
Burnier afirmou, através de nota, que escolas municipais são responsáveis pelo ensino fundamental e atendem majoritariamente ao público infantil, tornando assim prematura a discussão de conceitos sobre orientação sexual.


Matéria do blog: 

http://extra.globo.com/noticias/rio/lei-que-proibe-material-didatico-sobre-diversidade-sexual-nas-escolas-municipais-vira-polemica-em-nova-iguacu-18706020.html#ixzz40iRF9y00

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